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BRASIL, Sudeste, ARACATUBA, Mulher, de 15 a 19 anos, Trabalho, família, facul, net, ônibus.. MSN -
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Blog da Tamy
POLÍTICA
Estamos muito perto de eleger os nossos representantes municipais... prefeitos, vices e vereadores.

Quero postar os três artigos que fiz sobre o assunto, e comentar sobre um jingle que me chamou muito a atenção.
Não paro em cidade nenhum: Auriflama, Araçatuba e Mariápolis, mas nenhuma música que eu escutei nesses municípios me chamou tanto a atenção como essa, que escutei em Pracinha (SP) esta semana.
Se trata de uma paródia da música Ciumenta, de César Menotti e Fabiano. Quem conhece a música vai conseguir ler a letra aqui e perceber, que ficou muiiiiiiiiittoooooo boa!
Para dessa paranóia de achar que vai ter voto,
Porque assim, você vai ficar louco
É uma barra esse ciúme possessivo,
Deixa o homem trabalhar, para com isso
Me vigia toda hora pra saber onde é que estou,
Tirando foto, me filmando em qualquer lugar que eu vou...
Ciumeira, para com essa ciumeira.
Desse jeito o eleitor não te agüenta
O povo já sabe quem vai eleger
Ciumeira, para com essa ciumeira,
Experiência não dá pra comprar na feira
Deixa a nossa cidade crescer
ARTIGO
Carnaval fora de época
* Aline Simplicio * Juliana Martins * Karoline Verri * Nilma Ruas * Tamyris Araujo
Ninguém agüenta mais. A poluição audiovisual, que aumenta em época de eleição, tem incomodado muitos moradores de várias cidades. E o pior, as conseqüências deste problema perduram após o período eleitoral.
A comunidade já não suporta mais o barulho vindo dos carros de som, que passam incessantemente pelas ruas sem respeitar horários, volume e lugares proibidos, como escolas e hospitais. Isso sem analisar o conteúdo apelativo das músicas.
Além da poluição sonora, a visual também causa transtornos. Panfletos, santinhos, adesivos, cartazes, faixas, jornais e revistas sujam as cidades e ocasionam vários problemas ambientais.
É muito papel desperdiçado, muita árvore cortada, com esse material que tem destino certo: o lixo. Aqueles que são jogados nas ruas, o vento e as chuvas levam para os bueiros causando mais problemas para os moradores.
Existem, ainda, as bandeiras que atrapalham a circulação dos pedestres e o trânsito dos veículos. Uma falta de bom senso que prejudica a rotina das pessoas e ainda pode causar acidentes.
As idéias e os projetos de um candidato deveriam bastar na busca pelo voto. Afinal, isso é política ou carnaval fora de época?
ARTIGO
Atos e conseqüências
*Tamyris Araujo
Voto, uma palavra pequena, mas de grande valor. Pena que nem todos saibam disso e poucos são os que pensam nas conseqüências do voto errado. A falta de consciência e responsabilidade influencia no contexto dos municípios, estados e do Brasil.
Muitas pessoas pensam no benefício próprio e se esquecem do que é melhor para o futuro da cidade. Votar requer grande responsabilidade, afinal os poucos segundos para confirmar o voto na urna eletrônica podem trazer problemas que se repetirão por quatro anos ou mais.
Vários são os casos de candidatos que compram seus eleitores com cestas básicas, pagamento de contas de energia elétrica ou água, e até com promessas absurdas como empregos em cargos de confiança na prefeitura. Existem aqueles que se deixam levar pelas conversas de políticos ou pela campanha eleitoral com seu “barulho” nos carros de som e programas de rádio e TV. Há também os vulneráveis, que votam por dó ou por protesto, sem pensar no reflexo da atitude, afinal, o protesto é individual, mas a conseqüência é social.
Conscientizar é a palavra-chave. Os políticos precisam ser mais éticos. Os eleitores precisam saber o seu devido valor. É com esse propósito que a Justiça Eleitoral lançou na mídia uma campanha de esclarecimento, destacando que o voto não tem preço, mas o ato irracional de votar pode trazer sérias conseqüências.
O voto é um direito e votar com consciência é uma obrigação. Todos têm responsabilidade na vida política do país. Se ela é boa é porque escolhemos, se é má, algo de errado aconteceu. É comum falarem que os políticos são iguais, corruptos e desonestos, por isso alguns votam apenas por obrigação. Se todos pensarem assim, nunca iremos mudar a história do país. Votar por votar não é o certo porque o futuro não é apenas uma medida imaginária de tempo, ele é real e está em nossas mãos. "O seu voto pode fazer a diferença".
Todos são livres e como tal devem escolher o candidato que mais tem propostas adequadas para a cidade, que realmente é diferente, que está preparado para administrar o município e se preocupa com o coletivo. Analisar o plano de governo de cada candidato é o primeiro passo para um voto correto.
Se o eleitor aceita vender o seu voto por dinheiro, tanques de combustíveis, churrascos e bebidas, ou qualquer outro “objeto de troca”, ele deve ter em mente que o candidato não terá mais nenhum vínculo com ele. Caso seja eleito, qual o direito que essa pessoa terá de cobrar algo ao prefeito ou a esse vereador? Infelizmente nada, pois o seu voto já foi pago e, para ele, mais nenhuma obrigação há.
Diante da urna eletrônica é preciso tomar a decisão correta, praticar a cidadania e pensar no que será melhor para o município e, principalmente, para as pessoas que moram nele.
ARTIGO
A importância do voto consciente
*Tamyris Araujo
*Juliana Martins
*Márcio Bracioli
Do voto de cabresto à urna eletrônica, passando pelas cédulas, cabines e, é claro, pelo título eleitoral. A cada eleição vemos as diversas conquistas dos eleitores com o passar dos tempos. A história do voto no Brasil começa apenas com a elite, se limitando aos homens, maiores de 21 anos, que comprovassem sua renda. Mas com o passar dos anos as coisas mudaram.
No ano de 1932 tivemos alguns avanços: a criação da Justiça Eleitoral, composta por Tribunal Superior e Tribunais Regionais. Mas foi apenas no ano de 1988 que a população teve grandes conquistas.
A Constituição de 1988 trouxe o direito ao voto para o analfabeto e o fim de uma série de discriminações: a econômica (voto censitário), a cultural (analfabeto) e a sexual (mulheres). Por fim, em 1996 veio a urna eletrônica, chave para entrada na era da tecnologia, do voto seguro e secreto.
Hoje, por lei, os alfabetizados maiores de 18 e menores de 70 anos são obrigados a votar. Os analfabetos, os maiores de 70 anos e os eleitores inválidos podem requerer isenção no Cartório Eleitoral.
Mas não é necessário apenas votar, é preciso votar com consciência. A Justiça Eleitoral, a fim de conscientizar os eleitores, lançou uma campanha publicitária de esclarecimento nas TVs e rádios de todo o País, destacando para a população que o voto não tem preço, mas que pode trazer sérias conseqüências.
É comum escutarmos que o brasileiro não sabe votar. Mas será que é porque ele nunca foi ensinado? Ou porque ele é irredutível a ponto de não querer aprender?
Após percorrermos toda a linha do voto no Brasil, é muito fácil perceber que não aprendemos a votar, apenas fomos condicionados a exercer tal função. O que aconteceu no Brasil foi uma espécie da lei de Darwin eleitoral: aqueles que se alinharam ao sistema e se condicionaram a votar sobreviveram, todos os outros foram extintos. “A eleição não era coisa que merecesse respeito. Nem na monarquia, nem na primeira republica”, escreveu o respeitável jornalista Assis Barbosa. E hoje, ela merece respeito?
Será o respeito das propagandas eleitorais? Ou o dos debates, tratados como meras apresentações circenses? Ou daquelas musiquinhas divertidas que tocam nas ruas? Respeito como os que sujam ruas, postes e muros da cidade? Respeito é algo recíproco, e dificilmente há respeito de uma via só.
E se o eleitor fosse tratado como humano, não como números? Não vale dar brindes, nem abraços apenas de quatro em quatro anos. Quem sabe assim, um dia a rua do respeito se torne uma avenida?
Votar é uma grande responsabilidade, afinal, o eleitor leva poucos segundos para depositar seu voto nas urnas eletrônicas, mas as conseqüências vão se refletir pelos próximos quatro anos. Pense bem nisso antes de votar!
Escrito por TaMy às 21h09
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