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Blog da Tamy ENTREVISTA Aline Simplicio Allan Mendonça Juliana Martins Karoline Verri Nilma Ruas Raiany Guimarães Tamyris Araujo 6º Semestre de Jornalismo Diurno
Hoje a internet capaz de proporcionar a seus usuários comunicação a baixo custo e acesso a fontes inesgotáveis de informação. A maior rede mundial que interliga computadores existentes na atualidade interconecta pessoas para os mais variados fins e têm contribuído para ampliar e democratizar o acesso à informação, eliminando barreiras como distância, fronteiras, fuso horário, entre outras Hélio Consolaro, 60 anos, é cronista da Folha da Região, coordenador do site Por Trás das Letras, membro da Academia Araçatubense de Letras e professor de Redação do Colégio Toledo. Ele conta que teve o primeiro contato com a internet aos 45 anos e que no começo foi um relacionamento traumático, porém hoje, não consegue imaginar sua vida sem essa importante invenção tecnológica. Como foi a transição da máquina de escrever para o computador? No começo o senhor teve alguma dificuldade para aprender usar a nova tecnologia? Meio traumática. Foi no ano de 1993 e ainda era aquela tela preta. Eu comecei a mexe com computador porque iniciei a carreira como jornalismo na antiga Folha da Manhã, que já foi extinta. Lembro -me que o pessoal ficava atrás do balcão, pegava as crônicas datilografadas e tiravam o sarro, falavam “que coisa mais antiga” . Eu estava disposta a aprender, se quisessem me ensinar, lá eu estava para aprender. Comecei.. o que demorava 1 hora para fazer na máquina de escrever, demorava quase 3 horas no computador, mas aprendendo. Em 1995 para a Folha da Região. No mesmo ano comprei um computador que já tinha mouse e Word. Depois, minha experiência com a internet foi com o provedor Tech Net, que era fornecido (mantido) pela Toledo. Recordo que fui a primeira pessoa da Folha a colocar o e-mail em baixo da crônica, a Folha ainda não tinha provedor e eu já estava navegando na internet. Ai foi a minha vez, chegava lá e falava para as pessoas: Que coisa, vocês aqui sem nada de internet... (risos) Quais são os sites que o senhor mais entra? Navega em sites de relacionamento como o Orkut? Site de notícia é o Uol, já que sou assinante. Entro também no da Folha da Região, no Google, porque lá buscamos tudo. De relacionamento, tenho MSN, tenho Orkut e o bem com os dois. O senhor acredita que a Internet também é uma ferramenta de ensino? Acredito. Tenho um site de língua portuguesa, lá as pessoas fazem as perguntas. Eu disponibilizo trabalhos de redação, gramática, literatura, tudo em ordem alfabética, e quando as pessoas não conseguem encontrar, eles mandam as perguntas por e-mail, no espaço destinado para isso. Como professor, o senhor aceita que os alunos usem a internet como fonte de pesquisa? Sim, a pessoa que não fizer isso hoje está morta. Lógico que tem que estar atento, se o professor não navegar na internet e está desconectado, logicamente vai aceitar trabalhos copiados. Eu não peço trabalho, e sim avaliação, disponibilizo no meu site e não é para copiar e sim consultar. Com toda a experiência que o senhor acumulou nesses anos de exercício do jornalismo, acredita que a internet é capaz de tirar o espaço do impresso?
Como surgiu a idéia de criar um blog ? Quais temas abordados nele? O blog surgiu mais para disponibilizar as crônicas que publico na Folha da Região, porque para entra no site do jornal tem que ser assinante, então, quando passa 2 ou 3 dias, eu publico no meu blog para que mais pessoas possam ver e para que pessoas de outras regiões e países tenham a oportunidade de acesso.
Como o senhor imaginou sua vida hoje sem internet hoje?
A pedido do grupo, o entrevistado cedeu uma de suas criações sobre a internet para que todos possam conferir. Padroeiro da Internet Hélio Consolaro* O Vaticano está à procura de um padroeiro para a internet. Como a maioria deles foi gerada na Idade Média, fica difícil escolher um santo protetor de coisa tão moderna, pois todos eram avessos ao progresso científico. Às vezes, nem é a igreja católica que queira isso. Os gays, à revelia de papa e bispos e para constrangimento destes, escolheram São Sebastião como seu padroeiro, só por causa das flechadas e do jeito esquisito do santo levantar uma das mãos: munheca mole Não sei se alguém já notou, mas biografias de santos e de poetas são iguais. O santo (ou santa) era sempre rico e distribuiu seus bens aos pobres. Já o poeta sempre termina a sua vida na miséria. Se é para escolher, eu elegeria como padroeiro dos internautas São Benedito, pois ele me é mais familiar. Toda vez que a engenhoca do meu computador dá problemas, eu grito: - Ai meu São Benedito. Se há santo da internet, precisa existir também o capeta para manutenção do contraditório humano. Como usuário, já o escolhi, chama-se Telefônica, nada de hackers. A empresa quer vender o seu modem “speed”, por isso ela, como os sacis nas florestas, fazem suas maldades, piora cada vez mais as conexões discadas. No final do mês, aparece aquela conta. Eu já me livrei desse demônio, tenho internet por rádio. Uma banana para a Telefônica. Tenho uma amiga que prefere Santo Antônio, pois pela internet arrumou um casamentão, pôs a xoxota a juro. Namoro pela internet é assim, a pessoa gama pela alma da internauta, quando vê o tribufu, não reage, está fascinado. O amor é mesmo cego! Para a maioria dos brasileiros, o santo padroeiro devia ser São Nunca, porque ter computador ainda é um sonho. E se o dólar continuar tão elevado, nunca o terão. *Hélio Consolaro é cronista da Folha da Região, coordenador do site Por Trás das Letras, membro da Academia Araçatubense de Letras e professor de Redação do Colégio Toledo.
Escrito por TaMy às 22h20 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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